quinta-feira, 4 de maio de 2017

Adega dos CAQUINHOS em Guimarães, Portugal:

Adega dos Caquinhos
Adega dos Caquinhos
Passeamos pela antiga Vila de Cima onde a Condessa Mumadona mandou construir o Castelo de Guimarães, para proteger o povoado que surgia em torno do Mosteiro, lá no longínquo século X, e em seguida descemos para almoçarmos na Adega dos Caquinhos.

Para chegar lá, voltamos para o Centro Histórico, mais precisamente para o Largo da Misericórdia, onde entramos em uma ruela próxima à inscrição Porta da Vila. Era a Viela da Arrouchela.

Adega dos Caquinhos
Viela da Arrouchela

Adega dos Caquinhos
Viela da Arrouchela
A rua era um charme só: antiga, estreita, sombreada e cheia de passadiço, com atmosfera mesmo de tempos medievais. Já estava curtindo! A Adega dos Caquinhos era uma portinhola que logo entramos e nos demos conta que era uma casa. Ou seja: enchi-me de júbilo.

Ambiente totalmente familiar, entramos em uma pequena sala com balcão cujas mesas estavam todas ocupadas. A menina que nos recebeu simpaticamente então nos encaminhou para a sala dos fundos onde só estávamos nós. Bom, mais ou menos. 

Adega dos Caquinhos
A cozinheira

Adega dos Caquinhos
A cozinha da Adega dos Caquinhos

Adega dos Caquinhos
A cozinha da Adega dos Caquinhos

Adega dos Caquinhos
Adega dos Caquinhos
De fato, quando entramos todas as mesas estavam vazias. De cliente, só havíamos nós, mas no decorrer do almoço, enquanto a tarde avançava, personagens da casa foram tomando conta dos antes desocupados os espaços.

Na mesa atrás de nós, crianças faziam a lição de casa, na mesa em frente, amigos dos donos entravam e saíam o tempo inteiro, falando muito, contando fofocas de pessoas conhecidas, tomando café, falando da vida e rindo muito. Eram na maioria pessoas na melhor idade. Havia brinquedos espalhados para todo canto.

Juro que me transportei para a casa de minha avó, que era assim mesmo quando era viva. Bateu saudade e nostalgia. Enquanto conversava, a matriarca da família preparava os pratos, em uma cozinha aberta. 

Adega dos Caquinhos
Vinho e entrada na Adega dos Caquinhos

Adega dos Caquinhos
Comida caseira na Adega dos Caquinhos

Adega dos Caquinhos
Mais um doce português
Não havia cardápio, apenas prato do dia que em nossa visita era vitela ou lombo de porco, ambos assados e servidos com arroz branco e batatas cozidas. Escolhemos a vitela (7,00 euros) que era exatamente o que minha mãe fazia para mim e minha irmã na infância.

Pedimos ainda a entrada com pão, azeitonas pretas e embutidos (3,00 euros) e para beber, vinho verde e frisante da casa, servido em uma jarra de vidro que nos rendeu 4 taças e um bocadinho por 2,50 euros. Léo ainda pediu sobremesa (2,00 euros).

Adega dos Caquinhos
Adega dos Caquinhos
Comida confortável, caseira, simples e gostosa. Em determinado momento a cozinheira e dona da casa disse por cima do balcão, para as amigas que estavam sentadas à mesa, tagarelando: “pois eu estou cada dia mais jovem e bonita!”.

Como não amar o conjunto da obra?! Foi um desses almoços que entraram em minha lista de experiências gastronômicas. Não tanto pelo sabor da comida em si, mas, pela irreverência e inusitado da situação, pelas pequenas coisas que vimos e vivemos como testemunhas daquela casa cheia de alma. 

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Adega dos Caquinhos